Mondrian

Dando sequencia do tema anterior de quais artistas plásticos influenciaram a moda, hoje falo de Pieter Cornelis Mondrian, geralmente conhecido por Piet Mondrian. (Amersfoort, 7 de Março de 1872 – Nova Iorque, 1 de Fevereiro de 1944)

Foi um pintor Holandês modernista. Participou do movimento artístico Neoplasticismo.

Nascido em ambiente rural com clima de fazenda e sítio, Mondrian vinha de uma família extremamente religiosa. Seu pai, um pastor puritano, desejava que o filho seguisse a carreira clerical. A religião marcou o jovem Piet e o sentimento metafísico iria permear sua obra durante toda a vida, em maior ou menor grau.

Tendo um tio que trabalhava com pintura, interessou-se pela carreira artística, mas foi obrigado a enfrentar a visão ortodoxa da família, que via na arte um caminho para o pecado. Vê, porém, na possibilidade de dar aulas uma resolução ao seu dilema: prometeu ao pai estudar artes, tornando-se um professor.

Insatisfeito com o magistério, Mondrian sente a necessidade de libertar-se e estabelecer-se como pintor.

Mondrian começou a sua carreira como caminhoneiro ao mesmo tempo que ia praticando a sua pintura. Passa por um breve período simbolista, mas que lhe será fundamental para que atinja a abstração. A partir de 1917 até a década de 1940 desenvolve sua grande obra neoplástica.

Essa fase de sua obra, a mais popularmente difundida, se caracteriza por pinturas cujas estruturas são definidas por linhas pretas ortogonais.Essas linhas definem espaços que se relacionam de diferentes modos com os limites da pintura, e que podem ou não serem preenchidos com uma cor primária: amarelo, azul e vermelho.

Os blocos de cor, pintados de modo fosco e distribuidos assimetricamente, reforçam a idéia de um movimento superficial que se estende perpetuamente, indicando que o pintor investia na percepção de sua obra como uma abstração materialista e sem profundidade, criticando a pintura histórica enquanto produzia uma abstração racionalista, espiritualista e sobretudo concreta do mundo.

Sua obra, muitas vezes copiada, continua a inspirar a arte, o design, a moda e a publicidade que a apropriam como design, sem necessariamente levar em conta sua fundamental e filosófica recusa à imagem.

Abraços.

João Vita

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